O projecto Politonia nasceu como um projecto individual do guitarrista Zé Soares em 1990, começando por ser um motivo para procurar algo de novo dentro do jazz e da música improvisada. Para esta procura muito contribuíram os músicos que por lá passaram entre os quais: Jorge Reis, Acácio Salero, e Franco Piccinno – tendo este último participado no primeiro disco Politonia, intitulado ”Lisboa” e editado em 1999 pela Up Beat Records.
A ideia de Politonia, como o próprio nome indica, é a de politonalidade, ou seja, de explorar as influências e a experiência de cada um dos elementos do grupo, culminando num objectivo comum. Este trabalho só se tornou realidade graças ao encontro das ideias e das cumplicidades dos quatro elementos que formam este quarteto. O repertório do grupo constrói-se sobre várias formas, procurando sempre uma abordagem musical alternativa, sem deixar de parte a tradição, mas criando situações surpresa como muitas daquelas que nos acontecem no dia-a-dia.
Desde a sua formação em 1994, o projecto Politonia actua regularmente em espaços que acolhem o melhor do Jazz em Portugal, destacando-se o Hot Clube de Portugal, o Centro Cultural de Belém, o B Flat Jazz Clube em Matosinhos, o Espaço Jazz em Pombal e o Jazz ao Centro Clube, em Coimbra, entre outros. Têm participado em vários festivais de jazz nacionais entre os quais: Festival de Jazz do Bombarral em 1996, Noites de Jazz em Leiria em 1998, JazzMin em 2002 em Aljustrel... Em 2001 e 2003 integraram a programação do Seixal Jazz Clube, paralelamente ao Festival Internacional de Jazz do Seixal.
Mais recentemente foram convidados a compôr uma obra original para a inauguração de pintura da artista plástica São Nunes, onde se irá assistir a um momento de música e pintura ao vivo. O evento terá lugar na Galeria das Salgadeiras no Bairro Alto, em Lisboa, a 18 de Setembro de 2004.
Recentemente, o quarteto Politonia concluiu o seu segundo trabalho discográfico, Periférico, cujo lançamento oficial será a 1 de Outubro de 2004, Dia Mundial da Música, no Hot Clube de Portugal.
Deste trabalho vale a pena salientar uma invulgar parceria com o grupo de cantares Ganhões de Castro Verde, no tema Verdes são os Campos. Esta bem sucedida fusão entre o jazz e a música tradicional portuguesa constitui uma experiência singular no panorama musical da música improvisada em Portugal.
Periférico recebeu recentemente uma excelente crítica em jazzportugal.net! Eis um excerto dessa crítica:
”[...] Zé Soares guitarra bem, quer como acompanhante como piano que fosse quer como solista dando ao quarteto uma definição bem definida ao longo do disco mesmo com a inesperada histórica formidável intervenção do grupo coral alentejano Os Ganhões de Castro Verde” [...] jazzportug@l considera este CD e Guto e as composições de Soares revelações deste ano jazz [...].
in jazzportug@l (Nov.2004)
Para saber mais sobre os Ganhões de Castro Verde, consulte o seu site oficial.
Fotos © Graça Sarsfield
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