Desde o seu recital profissional aos 16 anos no Teatro Municipal de São Luiz em Lisboa, apresenta-se regularmente a solo, com orquestra e em música de câmara em Portugal, Espanha, França, Austria, Bélgica, Cabo Verde e USA em Festivais Internacionais de Música e importantes salas como o Grande Auditório da Fundação Gubenkian de Lisboa, a Grande Sala do Conservatório de Bruxelas, o Mozarteum de Salzburgo, o Teatro Liceu de Barcelona, entre muitas outras, e gravou para as Rádio e Televisão Nacionais e de Espanha.
Foi solista com as principais Orquestras Portuguesas sob a direcção de Christopher Bochmann, José Ramón Encinar, Meir Minsky, Christian Pfitzner, Ferreira Lobo, Marc Tardue, Cesário Costa, Nikolay Lalov e Rengim Gökmen , e vê, desde muito jovem, ser o seu percurso como intérprete galardoado com inúmeros primeiros prémios em Concursos Nacionais de Piano e a sua aceitação artística altamente reconhecida ao ser convidada pelo célebre violoncelista Janos Starker para com ele colaborar em recital em Portugal e nos EUA.
Tendo leccionado masterclasses em Portugal e sido Associate Instructor in Piano na Indiana University a convite desta instituição durante dois anos, foi igualmente professora-convidada da Escola Superior de Música do Porto de piano e música de câmara de 2001 a 2003.
Bárbara Dória (n.1969) nasceu no Porto, foi discípula de Helena Costa e concluiu os Cursos Superiores de Piano do Conservatório e da Escola Superior de Música desta cidade nas classes de Teresa Xavier e Pedro Burmester com a máxima classificação (20 valores). Desde muito jovem estuda com Dmitry Paperno em Chicago e na célebre Indiana University (Bloomington) nos Estados Unidos da América obtendo o distinto grau Artist Diploma, bem como o Performer Diploma e Master’s in Piano Performance sob a orientação de Lev Vlasenko, Leonard Hokanson e Menahem Pressler. Seguidamente, integrou a classe do pianista Leon Fleisher no Peabody Institute em Baltimore.
Recebeu ainda ensinamentos na Europa e E.U.A. de músicos como Yo-Yo Ma, Franco Gulli, Maria João Pires, Gyorgy Sebok e Janos Starker.
O seu repertório extende-se desde o Barroco alemão até à música do séc. XXI de Elliot Carter, dando um especial destaque a Bach, Beethoven, Schumann e Scriabin.
Reconhece que o apoio da Fundação Gulbenkian e da Fundação Luso–Americana, mentoras do seu projecto de desenvolvimento e aperfeiçoamento pianístico, contribuiram para alicerçar o raro e completo domínio do instrumento aliado a profunda intensidade dramática, burilada sonoridade e impressionantes qualidades técnicas, que hoje lhe são reconhecidas, bem como temperamento brilhante e grande maturidade musical.
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