Tendo iniciado os seus estudos de Jazz em 1990 na Escola de Jazz do Hot Clube de Portugal, é convidado um ano depois pela direcção pedagógica desta escola a leccionar a disciplina de Guitarra.
Estudou com os músicos Hal Galper, Reggie Workman, Red Mitchell, Jim Leff, Phil Markowitz, Armen Donelian, Bruce Barth e Ron Jackson, entre outros, e foi já especialmente elogiado por Kevin Hays, Bruce Barth, Reggie Workman, Javon Jackson, Lennie White e Barney Kessel. Tocou já em inúmeras salas de espectáculo e clubes em Portugal, e também em Espanha.
É director musical de vários grupos para os quais compõe e faz arranjos, entre os quais se destacam o Quarteto de Vasco Agostinho, o Trio de Vasco Agostinho, o quarteto New Orleans Revisitado e o quinteto de Homenagem a Sarah Vaughan.
Para além da sua carreira como guitarrista e compositor, tem dedicado grande energia à divulgação e ao ensino do Jazz, com o interesse claro em torná-lo mais acessível ao público em geral.
PROJECTOS
Quarteto de Vasco Agostinho - Novo Disco - FRESCO
Vasco Agostinho – guitarra e direcção musical
Jorge Reis – saxofone alto
Hugo Antunes – contrabaixo
Bruno Pedroso – bateria
Foi este quarteto que Vasco Agostinho elegeu para gravar o seu primeiro trabalho discográfico - Fresco - lançado em Março de 2006.
Para este projecto cada músico foi escolhido, não apenas pelas suas capacidades musicais, mas também pelo prazer de fazer música em grupo, pela disponibilidade para tocar a música sem preconceitos e pelas suas diferenças, o que, segundo ele, permite uma diversidade de recursos mais alargada.
Vasco Agostinho está absolutamente convicto de que encontrou a formação perfeita para tocar a sua música, que apesar de fortemente alicerçada na tradição, não descura uma série de influências que vão da música clássica à música étnica. Por isso escolheu este grupo para gravar o seu primeiro disco. O resultado é a prova de que este não é apenas mais um grupo de quatro músicos, mas sim uma unidade composta por quatro excelentes músicos com um projecto que tem todas as condições para fazer história no jazz português.
Clique aqui para saber mais sobre o disco Fresco.
Trio de Vasco Agostinho
Vasco Agostinho – guitarra e direcção musical
Demian Cabaud – contrabaixo
Bruno Pedroso – bateria
Este trio inspira-se na sonoridade de trios que fizeram história no Jazz como o de Oscar Peterson, o de Bill Evans e o de Brad Meldhau. O repertório é composto essencialmente por standards com arranjos do próprio Vasco Agostinho que distinguem o grupo dos trios tradicionais, resultando num concerto mais dinâmico e com um já comprovado sucesso junto de vários públicos.
New Orleans Revisitado
Vasco Agostinho – guitarra e direcção musical
Hugo Antunes – contrabaixo
Bruno Pedroso – bateria
músico convidado
Neste projecto Vasco Agostinho recupera um repertório interessantíssimo mas já perdido no tempo e que merece ser recuperado e renovado através de uma roupagem mais fresca e contemporânea. Para isso usa os mesmos recursos que costuma usar quando compõe ou faz arranjos para temas modernos. O resultado é um repertório inovador à sua maneira, já que funciona como uma fusão entre duas linguagens e duas épocas. Para cada concerto será feito o convite a um solista diferente que integrará o quarteto, o que vai fazer de cada concerto um espectáculo único.
Homenagem a Sarah Vaughan
Vasco Agostinho – guitarra e direcção musical
Alexandra Ávila – voz
Rui Caetano – piano
Hugo Antunes – contrabaixo
Bruno Pedroso – bateria
Sarah Vaughan foi uma das maiores cantoras de sempre e um dos grandes marcos na História do Jazz e da música Pop. Ela influenciou de forma decisiva todas as gerações de Músicos que a ouviram, fossem eles cantores, ou instrumentistas. Influenciou não só pela forma como cantava e improvisava, mas também pelos músicos que escolhia para a acompanhar, pelos arranjos, pelo estilo e pelo repertório que cantou e cujas gravações são uma fonte de estudo para qualquer músico. A sua música contribuiu também de forma decisiva para levar o Jazz a um público mais vasto, tornando-o mais popular em todo o mundo e em todas as culturas. Sarah Vaughan é, sem dúvida, uma das cantoras de Jazz mais respeitadas de sempre, pelos músicos em geral e por todos os tipos de público. Esta é, portanto, uma homenagem a um dos maiores nomes do Jazz, que ficou nas nossas memórias ao lado de Louis Armstrong, Charlie Parker, Miles Davies, John Coltrane e Wes Montgomery, entre outros.
Workshops de Jazz
Ao contrário de outras actividades do domínio criativo em que a transmissão de conhecimentos técnicos é exclusivamente orientada para a melhoria dos resultados individuais do formando, a concepção deste workshop assenta na prossecução de um objectivo de grupo que culmina com o concerto final do workshop, contribuindo assim para transmitir aos formandos a disciplina da interacção (interplay) pessoal e musical em que o Jazz assenta.
Tivemos a preocupação de construir um modelo de “geometria variável”, isto é, em que seja possível, em função de restrições orçamentais e de número de interessados, acrescentar ou diminuir instrumentos/formadores, sem sacrificar a unidade do projecto.
Acreditamos, enfim, que se trata de uma experiência pouco comum e muito enriquecedora, tendo em consideração o nível dos formadores. Vasco Agostinho, coordenador pedagógico e um dos mais respeitados e antigos professores da Escola do Hot Clube e, simultaneamente, um dos nossos melhores músicos de Jazz, faz-se acompanhar por músicos com esta dupla valência (grande experiência de ensino / serem “performing artists”), porque ela aumenta significativamente a sua capacidade de transmissão de conhecimentos de aplicação prática palpável e imediata, como tal reconhecidos pelos alunos.
A História da Guitarra no Jazz
Pelo Quarteto de Vasco Agostinho, deixe-se levar pela fascinante história da Guitarra no Jazz:
Herdeiras de uma grande tradição europeia que remonta aos alaúdes da Renascença e às “guitarras” do Barroco; e, mais recentemente, companheiras de incontáveis bluesmen famosos ou anónimos da América do Norte - não poderiam faltar no Jazz. A importância da guitarra no Jazz explica-se, em parte, porque esse instrumento está situado numa posição peculiar dentro do espectro sonoro: trata-se de um instrumento que pode ter qualquer função dentro de um grupo de Jazz: pode ser solista, como no caso de guitarristas como Wes Montegomery; pode ter a função de acompanhar, como acontece com Freddie Green na Big Band de Count Basie; pode ter o papel do naipe de sopros numa Big Band, como no caso de Barney Kessel; ou ainda, actuar como uma bateria, como no Trio de Nat King Cole ou no Trio de Oscar Peterson. Este projecto de Vasco Agostinho, pelo seu carácter pedagógico, enquadra-se no âmbito dos Concertos Comentados.
Em seguida encontra os seguintes excertos áudio do disco Fresco:
1 – Chelsea Bridge
2 – Falando de Amor
3 – Fresco
4 – Pátio das Osgas
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