Daniel Rowland nasceu em Londres em 1972. Cresceu na Holanda e recebeu as suas primeiras lições de violino aos cinco anos. Estudou com Davina van Wely e Viktor Liberman no Conservatório de Amesterdão. Foi depois aluno de Igor Oistrakh no Conservatório de Bruxelas e Ruggiero Ricci no Mozarteum de Salzburgo. Estudou também com Herman Krebbers em Amesterdão e com Ivry Gitlis em Paris e frequentou cursos de aperfeiçoamento com Philip Hirschhorn, Zakhar Bron, Eduard Schmieder e Rainer Kussmaul.
Daniel Rowland participou em vários concursos nacionais e internacionais. Em 1991, ganhou o Prémio Skene do Festival Internacional de Aberdeen. Em 1994, conquistou o Prémio Brahms da Fundação Brahms de Baden-Baden, pela interpretação do Concerto para Violino e de música de câmara deste compositor. Em 1995, ganhou o 1º Prémio no Concurso de Violino Oskar Back, realizado no Concertgebouw de Amesterdão. Desde então, desenvolveu uma versátil carreira como solista, músico de câmara, director de orquestra e concertino.
Como solista, Daniel Rowland apresentou-se por toda a Europa em importantes salas de concerto, incluindo o Concertgebouw de Amesterdão, o Glinka Hall de São Petersburgo e o Carnegie Hall de Nova Iorque, interpretando um repertório que se estende de J. S. Bach a Lutoslawski. Tocou com a Filarmónica de Baden-Baden, a Orquestra de Câmara de São Petersburgo, a Orquestra da Rádio de São Petersburgo, a Orquestra de Câmara Eslovaca (Bratislava), a Filarmónica de Poznan (Polónia), a Orquestra Sinfónica Holandesa, a Filarmónica do Norte da Holanda, a Camerata Scotland (Glasgow), a Orquestra Nacional do Porto e a Orquestra Gulbenkian , colaborando com maestros como Andrei Boreiko, Lev Makiz, Viktor Liberman, Jaap van Zweden, Diego Masson, Djanzug Khakidze, James Laughran e Bohdan Warchal.
Daniel Rowland apresenta-se frequentemente em recital, tendo em temporadas recentes tocado no Concertgebouw de Amesterdão e em Roterdão, Bruxelas, Paris, Estrasburgo, Washington, Trinidad, Catania, Londres e Lisboa, bem como no Festival Szymanowski, em Zakopane (Polónia). Forma um duo com a pianista Patricia de la Vega. Dedicando-se também à música de câmara, é o líder e director artístico do Amsterdam Chambermusic Ensemble, o qual tem a sua própria série de concertos no Auditório Beurs van Berlage, em Amesterdão, apresentando-se também por toda a Holanda e no estrangeiro. Em Fevereiro de 2005 foi nomeado primeiro violino do Quarteto Allegri.
Daniel Rowland dedica também uma especial atenção à música contemporânea, dirigindo regularmente o Nieuw Ensemble Amsterdam e o Ensemble Musikfabrik, de Dusseldorf, incluindo apresentações em festivais em Avignon, Edinburgh, Royaumont, Lisboa, Amesterdão, Berlim, Genebra e Munique. Também toca habitualmente com a OrchestrUtopica, agrupamento sediado em Lisboa. Vencedor do European Concours Modern, em Weimar, tem trabalhado como muitos jovens compositores. Em Setembro de 2001 estreou, em Basileia, o Concerto para Violino de Nadir Vassena.
Daniel Rowland foi até meados de 2005 o concertino principal da Orquestra Gulbenkian, tendo também trabalhado, como concertino convidado, com Filarmónica da Rádio Holandesa, a Sinfónica Holandesa e a Sinfónica de Barcelona. Tem sido também convidado para dirigir, a partir do violino, orquestras de câmara em Glasgow, Catania e Lisboa.
Na temporada de 2002-2003, Daniel Rowland interpreta concertos de Mendelssohn, Tchaikovsky, Brahms (Duplo Concerto), e Mozart, com a Orquestra Gulbenkian , a Orquestra Nacional do Porto, a Sinfónica Holandesa e a Camerata Scotland. É professor convidado da Escola Superior de Castelo Branco.
Daniel Rowland toca num violino Nicholas Lupot (Paris, 1808), gentilmente colocado à sua disposição pela Colecção Kersjes van de Groenekan da Fundação Nacional do Instrumento Musical, em Amesterdão.
Fotos © Graça Sarsfield
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